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Adriana Tissot
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Por Alline Menegueti |
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Qual a pessoa que não se sente estressada,
quando o telefone toca demais ou quando todo mundo quer falar com você ao mesmo tempo sobre assuntos diferentes? Pois é... Adriana Tissot concilia tudo isto e um pouco mais, a família nunca é deixada em segundo plano, mas a carreira é fundamental! Adriana foi eleita a melhor fotógrafa de 2001 pela a Associação de Mulheres de Negócios. Coleciona mais de uma década de carreira atuando com fotos de moda, capa de CD's, book's, fotos infantis, eventos e reportagens. A super fotógrafa disse: "o primeiro evento que fiz para a NET, eu estava com sete dias de pós-parto do meu primeiro filho, mesmo estando com pontos na cirurgia fiquei três horas em pé para fazer as fotos". |
Fotos e Rumos - Você tinha 16 anos quando começou sua carreira na área de fotografia, conta pra gente como foi o início. Adriana Tissot - Bom, aconteceu meio sem querer, na verdade eu nunca me preparei para isto, a minha intenção era de continuar na empresa da família, nós tínhamos uma rede de farmácia lá em Porto Alegre, só que daí eu achei que precisava sair para crescer mais, foi então que aos 15 anos fui procurar um emprego e no 1º lugar que eu fui consegui. Era na Sul Collor uma grande rede de fotografia como é a Colorama aqui em Curitiba. Trabalhei como balconista nos três primeiros meses e logo me destaquei, superando vendedoras de 8 anos que atendia no balcão. Eu triplicava a minha meta. Logo a empresa me ofereceu uma vaga para sub gerência da loja matriz, eu não aceitei, ao ver que não aceitaria o cargo, me ofereceram um curso de fotografia para que pudesse atender melhor aos clientes que chegassem no balcão e assim conhecer alguns equipamentos que eu não conhecia. Então fiz o curso e gostei. Comecei a fotografar festinhas nos finais de semana como extra, também a criar efeitos diferentes para as fotografias, criar rostinhos dentro do coração, criar fotos cartão para o dia das mães e dia dos pais e fotografar em pré-escola. Fotos e Rumos - Por quanto tempo você continuou na loja de fotografia? Adriana Tissot - Fiquei mais um ano na Sul Collor e pedi demissão, para dedicar-me à fotografia, só que senti a necessidade de ter mais outro trabalho, porque eu não tinha uma agenda cheia. Então fui até a Zero Hora para tentar um emprego como contato publicitário aos 16 anos. Fui selecionada entre 500 pessoas para apenas 1 vaga. Só que, como eu era menor de idade, tive que fazer mais alguns testes. Trabalhei como contato publicitário na Zero Hora durante 3 meses e nos fins de semana continuava fazendo fotos de festas e eventos. Depois fui para Santa Maria e continuei trabalhando como contato publicitário para a sucursal da Zero Hora e também fiz alguns trabalhos para as Prefeituras tais como eventos, festas e fotojornalismo. Fotos e Rumos - Você recebeu apoio para sair de sua cidade natal para tentar a sorte em outra cidade? Adriana Tissot - Antes de vir para Curitiba fui transferida da Zero Hora para o Diário Catarinense de Chapecó, como eu não tinha filhos, tinha disponibilidade de me mudar de uma cidade para outra com facilidade. Um ano depois eu participei de um congresso do Diário Catarinense na praia dos Ingleses e fiquei por mais alguns dias porque era próximo do Reveillon, daí eu conheci o Marcelo meu atual marido, ele me fez mais algumas visitas e na Copa de 94 quando o Brasil foi tetra nós viemos para Curitiba. A minha família sempre me apoiou em todos as minhas decisões. Fotos e Rumos - Quando você foi a presidente da Associação dos Empresários do Bairro Seminário, em Curitiba, houve a necessidade de deixar as fotografias de lado? Você conseguiu conciliar às duas profissões? Adriana Tissot - Conciliei, porque o cargo de presidente da Associação não me ocupava muito, a Associação estava no início, tinha algumas reuniões junto com a Associação Comercial do Paraná e outras com o Comércio de Obras solicitando algumas reformas no bairro, mais isto não tomava muito o meu tempo. Neste período eu tinha um jornal chamado Seminário em Destaque em função da Associação, onde eu publicava as minhas fotos e meus trabalhos e também divulgava o comércio local. Fotos e Rumos - Os fotógrafos geralmente têm um estilo ou característica peculiar, qual é a sua "mania"? Adriana Tissot - Não chega a ser uma mania, eu não gosto de ser interferida no momento que estou trabalhando, se estou fazendo foto de moda acredito que tenha que ter uma boa concentração do fotógrafo e do produtor e também da modelo. A produtora que fez a maioria dos meus trabalhos foi a Heloisa de Barros, foi com ela que comecei a fazer fotos de moda para as agências de propaganda. Então ela não interfere no meu trabalho e nem eu no dela e a modelo tem que corresponder, se a modelo é daquelas que não leva o trabalho a sério isto me irrita. Fotos e Rumos - Qual é o perfil de um modelo profissional para você? Adriana Tissot - Ela tem que ter muito profissionalismo para entender o que estamos pedindo e fazer com prontidão o que agente está solicitando para ficar um trabalho legal. Fotos e Rumos -- No caso de crianças é necessário trabalhar a cabeça delas junto com as fotografias e desfiles? Qual é o tratamento dado aos profissionais mirins? Adriana Tissot - Bom, está parte infantil é uma parte que eu gosto mais de trabalhar, me sinto mais à vontade e é o que faço há mais tempo. Faço as crianças ficarem bem a vontade da seguinte maneira: ao chegar no estúdio levo um monte de brinquedo, em seguida ofereço balas, nós brincamos bastante antes que eu comece a fotografar. Deixo-as se ambientarem e sentirem que não estão trabalhando e sim brincando. Fotos e Rumos - E como você produz as fotos? Adriana Tissot - A criança não precisa de pose, você precisa que ela seja espontânea. Pegar ela sorrindo, brincando e chorando e se você exigir muito pode acabar fugindo do perfil que as agências querem. Mesmo que seja foto de moda, o momento tem que se bem descontraído sem que ser provocado. Sou palhaça o suficiente para que eles possam curtir este momento. Fotos e Rumos - Qual foi a sua melhor foto? Adriana Tissot - Teve uma foto que marcou, foi em uma viagem para Ilha Bela (São Paulo), eu iria participar de um concurso da Copel (Companhia de Energia Elétrica do Paraná) e como estava começando aqui em Curitiba, achei uma boa oportunidade. Fiz 470 fotografias para este trabalho. Quando eu pensei que o meu trabalho para a exposição estava pronto apareceu duas araras soltas, na cor azul e amarela sobrevoando bem perto, então fiz a foto muito descontraída e levei o 3º lugar do concurso. Como adoro aves e natureza e aquela situação mexeu comigo. Fotos e Rumos - Qual o equipamento que você costuma utilizar? Adriana Tissot - Geralmente eu trabalho com uma máquina manual e uma automática. A manual, eu utilizo muito para fotos de moda. Fotos e Rumos - Qual a sua receita para obter ótimos imagens de eventos? Adriana Tissot - Tenho experiência longa nisto. Quando sou contratada exclusiva de um evento e lá surgem outras pessoas para captarem algumas imagens, têm certos momentos que eu não facilito. Crio algumas situações para que eu obtenha fotos exclusivas, porque se você entregar um trabalho onde contenha fotos que outra pessoa fez, eles, os clientes, vão perceber que qualquer pessoa faria o que você faz.Você tem que estar em todos os momentos da festa ao mesmo tempo, este é o segredo. Fotos e Rumos -Houve algum evento que você pode considerar como inesquecível? Adriana Tissot - Teve o festival de teatro que foi na Ópera de Arame, em Curitiba. Era o 3º ano que eu participava em função da Associação, tinha um contato muito próximo com o Jaime Lerner, Rafael Greca... Então eles chegaram no evento e estava aquele tumultuo, o Brasil inteiro foi filmar e fotografar. Só que eu fiquei no canto esperando chegar a minha vez para fotografar, pois eu era contratada da NET. Quando o governador estava subindo ele me avistou e cumprimentou-me, todos que lá estavam olharam para mim. E ele veio em minha direção apertou a minha mão. Como fazia apenas duas semanas que nós tínhamos tido uma reunião que durou aproximadamente duas horas e recordou de minha imagem. Logo após que eu tirei as minhas fotos exclusivas, um monte de repórter foi me entrevistar, para saber como eu conhecia o governador. Foi bem legal, fiquei me sentindo muito importante lá...(risos) Fotos e Rumos - Você já ousou fotografar alguma viagem superaventureira? Adriana Tissot - Foi no início, mais nada esportivo. Teve uma época em que eu fotografava no interior do Rio Grande do Sul, então eu trabalhava na Zero Hora em Santa Maria e fazia fotos infantis estilo romântico com sombrinhas, vestidos de renda as meninas e os meninos de gravata borboleta, só que no começo eu levava todo este cenário de ônibus, chegava nas cidades com cadeiras, malas e equipamentos. Quem me olhava pensava que eu era cigana. Fotos e Rumos - Quais são seus planos para o futuro? Adriana Tissot - Montar um mega estúdio em Curitiba, com mais dois ou três fotógrafos, que já tenho até contato, onde irá conter diversos cenários apenas em um único local e vou também poder trabalhar com todos os estilos de fotografias. Fotos e Rumos - Você está pensando em voltar a escrever algum jornal? Adriana Tissot - O jornal Seminário em Destaque será reativado em agosto, só que talvez com outro nome. Ele circulará em Curitiba, nos bairros Batel, Seminário, Água Verde, Vila Isabel, Santa Quitéria e Campina do Siqueira. Fotos e Rumos - Adriana qual é a sua mensagem para o leitor do Fotos e Rumos? Adriana Tissot - Os interessados em fotografia que queiram se aperfeiçoar vale a pena, mesmo que não seja com cunho profissional, fotografia sempre vale a pena, porque mexe com o íntimo fazendo você colocar para fora o sentimento que se tem em relação a alguma situação e a única maneira de você retratar isto é com a fotografia. |
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