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Curitiba: onde tudo acontece
Texto, reportagem e fotos por LL
(27/04/2004)
     Curitiba, capital do Paraná, é famosa por ser um lugar onde as coisas acontecem e esse é um dos
motivos que a tornou destino de muita gente. Embora seja um modelo para outras cidades do país, não
é de se pensar que tudo seja diferente em Curitiba. Como qualquer metrópole do mundo, pobreza,
desemprego e segurança são considerados temas sérios a serem trabalhados.

     O planejamento, determinação e criatividade aplicados em Curitiba resultam em excelentes serviços.
Foi elogiada pelo Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas pelo seu sistema de transporte
integrado. Seu método de reciclagem do lixo doméstico também foi destaque em âmbito internacional.

     Curitiba tem uma das maiores médias de área pública natural por habitante do planeta. Seus habitantes
também têm orgulho em dizer que foi em Curitiba que surgiu a primeira universidade do país: a Universidade
Federal do Paraná.

     Pioneira na implementação de ciclovias, o que não falta em Curitiba são ciclistas. Em suas praças
e parques não é difícil encontrar grupos praticando Tai Chi Chuan, arte marcial chinesa.

     Curitiba, de fato, parece mais como uma cidade do primeiro mundo do que a maioria das grandes
cidades da América do Sul. O seu espaço mais democrático, a Boca Maldita na Rua das Flores, lembra,
segundo a alemã Chris Slopianka, o centro de Munique, Alemanha.

     Por essas e outras razões, é fácil entender porque muitos migraram e continuam migrando para
Curitiba, transformando-a em uma metrópole de muitos sotaques.

     Os primeiros a chegarem foram os portugueses, no século XVII, depois vieram os alemães, os
poloneses, os ucranianos, os japoneses, os árabes, os italianos e muitas outras etnias. Em perfeita
harmonia, essa miscelânea de culturas acabou gerando uma Curitiba diferente, com uma identidade
cosmopolita ímpar.

                                                             Descobrir Curitiba

     
Viável ao turismo, a cidade promove eventos e conferências ao longo de todo o ano e para aquele que
visita Curitiba, seja de passagem ou para lazer ou negócios, pode tornar sua estadia ainda mais agradável.

     Numa aventura urbana de um dia o visitante pode iniciar o passeio pelo setor histórico da cidade, no
Largo da Ordem, cuja arquitetura datam do século XVIII e XIX. Mais tarde, dirigir-se ao bairro italiano de
Santa Felicidade e deixar-se levar pelas tradicionais tentações das polentas, frangos e massas servidos
nos restaurantes.

     Depois, para compensar um "certo" exagero da refeição, a sugestão é dar um passeio num dos
belíssimos parques, bosques ou praças da cidade, com suas imensas áreas verdes. Para quem gosta
de apreciar a flora, a melhor pedida é visitar o belo Jardim Botânico.

     Nas áreas da cultura, entretenimento e arte destacam-se os museus, livrarias, cyber houses e
bibliotecas. Aos que são aventureiros de ocasião e não querem deixar escapar nada, ainda resta a
"night life" de Curitiba com seus teatros, cinemas e bares.

     Aos que pensam em permanecer mais de uma dia em Curitiba, a cidade conta com uma ótima infra-
estrutura de hotéis, restaurantes, locadoras de veículos e agências de turismo.

     No fim de uma visita pela cidade, o turista pode acabar se surpreendendo, encontrando pontos em
comum entre Curitiba e o resto do mundo. Conhecer Curitiba é fazer um tour pela ecologia e cultura.

     Curitiba é assim, uma Cidade Sorriso que adota pessoas dos quatro cantos do mundo em seu grande
coração: um elo tão importante para o desenvolvimento de uma sociedade ativa e participativa.
Curitiba me lembra...
.
... Nagoya, Japão ... Buenos Aires, Argentina

Os restaurantes japoneses com suas lanternas
e características orientais que sempre vejo na
Avenida Iguaçu me fazem lembrar a cidade de
Nagoya, no Japão, onde morei por cinco anos
com minha família".

"Gosto das feiras de artesanato de Curitiba, elas
me recordam da feira de San Telmo, em Buenos
Aires, falam que essa cidade é fechada, mas eu
não acho, os curitibanos sempre foram amáveis
comigo, não posso me queixar, eu amo Curitiba".
Johnson Luiz Krueger, empresário há 6 anos em Curitiba . Sylvia Müller, argentina da Província de Neuquén. Vive em Curitiba desde 1981. 
.
... Itália
..
... Chicago, Estados Unidos

O que mais me encanta e me orgulha em ser
curitibana é saber que em alguns bairros existam
ainda paisagens rurais, bucólicas que lembram o
interior da Itália. É uma delícia poder presenciar
de alguns lugares a linha do horizonte".

"Alguns bairros mais nobres de Curitiba,
me lembram, um pouco, a elegância das
pessoas caminhando na Michigan Avenue,
em Chicago, quando no inverno
o frio ainda não é
tão intenso e não há neve".
Monica Zeni Marchiori de Aquino.
Professora de Artes.
Luciane Clausen, Jornalista.
Vive em Detroit, Michigan, Estados Unidos.
. ... Grécia .. ... Portugal

Curitiba me provoca boas lembranças e saudades
da minha terra natal. A Universidade Federal do
Paraná com suas magníficas colunas, a arquitetura
das Belas Artes e de outros pontos históricos
tombados localizados nessa cidade me fazem
lembrar da glória de Atenas".

"As cercas brancas irregulares ressaltadas pelo
verde das pastagens, dividindo os espaços do gado,
tudo afagado pela aspiral hesitante do fumo das
chaminés e tendo como pano de fundo do horizonte
o recorte retilíneo dos edifícios contra o azul do céu,
ainda hoje, afloram na minha memória como ponto
alto das recordações no momento da chegada".
Antoine Kogiaridis, também conhecido como o Grego.
Nasceu em Atenas, Grécia. Vive em Curitiba desde 1955,
onde trabalha como marceneiro.
Naquela hora, a terra da minha infância, lá longe, do outro lado do Atlântico chegou intensamente, misturando-se à paisagem bucólica dos arredores de Curitiba , ainda hojeinalterada.Joaquim Carracház Guerreiro.
Proprietário das Livrarias
Guerreiro. É natural de "Amareleja ", pequena vila do sul de
Portugal a cerca de quatro quilômetros
da fronteira com a Espanha.

Pontos Turísticos

Região Central

Região Periférica
- Praça Tirandes
- Catedral Basílica
- Setor Histórico
- Teatro Lala Schneider
- Memorial
- Rua das Flores
- Boca Maldita
- Praça Osório
- Rua 24 Horas
- Praça Rui Barbosa
- Teatro Guaíra
- Univ.. Federal do Paraná
- Praça Santos Andrade
- Praça 19 de Dezembro
- Passeio Público
- Memorial Árabe
- Centro Cívico
- Museu Oscar Niemeyer
- Bosque do Papa
- Praça Eufrásio Correia
- Teatro Paiol
- Jardim Botânico
- Bosque do Papa
- Parque São Lourenço
- Ópera do Arame
- Unilivre do Meio Ambiente
- Parque Barigui
- Torre Panorâmica
- Praça do Japão
- Estádio do Atlético
- Parque Tingui
- Memorial Ucraniano
- Parque Tanguá
- Portal Italiano
- Santa Felicidade
- Bosque do Alemão
- Estádio do Coritiba.
- Praça Espanha
- Jardim Ambiental

     Para obter todos os detalhes com dicas, horários, endereços, mapa e a lista do que há em
Curitiba para se fazer, a ordem é passar num "tourist information desk" ou melhor, nos
pontos do "Curitiba Turismo" que há no Aeroporto, Rodoferroviária, Torre Panorâmica e na
Rua 24 horas. Por telefone obtém-se informações pelos números (41) 352-8000 (turismo municipal)
e (41) 254-1516 (turismo estadual).

CURITIBANOS DE CORAÇÃO NA PORTA DE CASA

Ao começar a coletar depoimentos sobre as recordações que a cidade de Curitiba provocava nas
pessoas, senti-me surpreso ao descobrir que, a apenas alguns quarteirões de onde vivo, há uma
infinidade de "curitibanos de outras nacionalidades" que adotaram essa cidade em seus corações.

É também surpreendente a maneira como eles se referem a Curitiba, por vezes, demonstrando
emoção em seus relatos, deixando a mostra o carinho que têm pela cidade.

Questionados se gostariam de retornar aos seus países de origem, quase que unânimes afirmam
que só retornariam para visitar os amigos, lugares e parentes, mas para, logo em seguida, voltar
para Curitiba.

Outro ponto em comum que aflorou nas entrevistas é que todos gostariam que os governantes
dedicassem um pouco mais de atenção à cidade, tanto no aspecto ambiental, quanto no social.

Afinal, como curitibano, eu só poderia concordar com eles e, por isso mesmo, assino embaixo.

  Levis Litz é jornalista e repórter fotográfico. Conheceu mais de 40 países de quatro continentes.