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Fotos e Rumos - Você foi artista plástico e se dedicou
a pintura e o desenho, o que fez você mudar de profissão?
Emerson Christian - Eu, na verdade, já fotografava desde
1987 como amador, por puro prazer, mas descobri que a fotografia
tinha mais campo e em 1999, me tornei profissional.
Fotos e Rumos - E como foi início dessa sua nova carreira?
Emerson Christian - Bem, em julho de 1999, fiz um trabalho fotográfico
para a ABRADECAR (Associação Brasileira de Cadeira
de Rodas), fiz a cobertura do campeonato internacional de canoagem,
no Parque Iguaçu, em Curitiba. Eles gostaram tanto das
fotos que produzi, principalmente das imagens em movimento que, mais
tarde, me chamaram para cobrir as paraolimpíadas no
ano seguinte, na Austrália.
Fotos e Rumos - O que lhe chamou a atenção nas paraolimpíadas?
Emerson Christian - O que me impressionou muito, até então,
foi a organização. Tudo muito bem orgazinado. O pessoal
lá
tratava muito bem os brasileiros e com muito respeito também.
Não tive problema algum em executar o meu trabalho. Senti
muita diferença no ambiente de trabalho de lá. Os fotógrafos
da Austrália são bem mais preparados do que nós,
tanto em
equipamento, quanto pessoalmente.
Fotos e Rumos - Havia muitos fotógrafos do Paraná cobrindo
aquele evento?
Emerson Christian - Até onde eu saiba, fui o único
fotógrafo escolhido para cobrir as paraolimpíadas e como
eu estava a
trabalho para a ABRADECAR e não para os jornais, acabei me destacando.
Fotos e Rumos - Entre os seus colegas, há algum fotógrafo
que você mais aprecia o trabalho?
Emerson Christian - Na minha área que é o fotojornalismo,
eu gosto dos trabalhos de Juca Martins que tem um boa
experiência em fotojornalismo. Cobriu grandes momentos da História.
Eu o admiro por essa característica.
Fotos e Rumos - Além das Austrália, você já
esteve em outros países fotografando, por acaso, você já
passou por
algum momento de dificuldade?
Emerson Christian - Na Austrália não aconteceu
nada, mas quando fui cobrir um campeonato de tênis de Montechiaro,
sul
da Itália, no caminho para o evento, passei próximo de
alguns monumentos que eu queria fotografar, era numa pequena cidade
vizinha, Agrigento, mas a nossa pressa era tanta que o motorista me
lembrou: "você tem apenas cinco minutos", então,
comecei a fotografar tudo rapidamente, quase sem tempo. Embora no momento
me pareceu que estava muito fácil de passar
o filme, mais tarde, já no interior do táxi, foi que percebi
que estava sem filme na câmera. Eu já tinha desconfiado,
mas como
estava com pressa... (risos)
Fotos e Rumos - O que você recomendaria aos fotógrafos
iniciantes que optaram pelo fotojornalismo como profissão?
Emerson Christian - O coméco é difícil.
Primeiro para ingressar num jornal ou numa revista é muito difícil,
mas nunca me
arrependi, apesar dos percalços, de escolher essa profissão.
A fotografia me dá liberdade para fazer o que quero. Para os
que
estão começando sugiro que façam um curso básico
e que depois vá enfrentar as situações inesperadas
que o ramo lhe impõe,
não se preocupe muito se vai dar certo ou não. Se parar
muito para pensar, você não acaba fazendo nada.
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