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Fotos e rumos.com – O senhor
já participou de vários concursos. Como foi essa experiência?
Valdir
Silva – Participei de dez concursos e ganhei os dez, todos em primeiro
lugar e todos
consecutivamente.
Fotos
e rumos.com – Qual foi o que mais marcou?
Valdir
Silva – O do Prêmio Esso de Reportagem. A reportagem foi em
Curitiba, mas o prêmio foi em Cascavel, com a
guerra dos jagunços, em 1974. Inclusive quando saiu esse prêmio
o Jornal Diário do Paraná triplicou sua tiragem.
Fizeram uma série de reportagens três dias seguidos. Outros
prêmios foram daqui da prefeitura e do Estado. Mais tarde
fui convidado para ir para São Paulo, trabalhar nos Diários
Associados do Assis Chateaubriand, a maior rede de
jornais e televisão. O grupo Associados era uma potência,
aqui em Curitiba era o Diário do Paraná. Logo que saí,
ele faliu,
Chateaubriand morreu e os Associados deixou de ser uma potência.
Assim, fiquei fotografando somente teatro em
São Paulo, fazendo uma base de 100 a 200 fotos por espetáculo.
Eu fotografava diariamente. Hoje, tenho um arquivo
de fotos de teatro fantástico, de tirar o chapéu.
Fotos
e rumos.com – E atualmente, quais são as suas atividades?
Valdir
Silva – Trabalho como fotógrafo free-lancer.
Fotos
e rumos.com – Qual é a sua opinião sobre fotografar
no Brasil?
Valdir
Silva – É caríssimo fotografar no Brasil, somente
como hobby não dá, desestimula muito, até para
muitos profissionais.
Fotos
e rumos.com – Qual é a dica para quem está começando
nessa área?
Valdir
Silva – O melhor é começar com a fotografia jornalística,
ser esperto e meter a cara. Jornalista
como repórter fotográfico é a melhor carreira que
tem. É entrar num jornal e seguir em frente.
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