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Entrevista
com a fotógrafa |
| Fernanda
Preto Por Juliana Costa |
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Falar de fotografia com Fernanda
Preto é falar de amor, de paixão.
Ela mesma se define romântica para essas coisas: "A fotografia é mágica, é aquele momento e nunca mais vai ter aquilo ali na vida, é como se estivéssemos congelando a imagem para sempre, é muito importante. A fotografia eterniza o momento, a imagem fica para o resto da vida, temos que valorizar mesmo. É assim na vida, temos que valorizar cada momento, mesmo que não estivermos congelando, temos que viver o presente." Fernanda nasceu em Cianorte no Paraná, mas sempre morou em Campo Grande, MT. Estava cursando a faculdade de Turismo quando decidiu dedicar-se totalmente a fotografia. Já fez intercâmbio pelo mundo afora, morou em São Paulo e está em Curitiba. |
Fotos e Rumos - Quando a fotografia tomou espaço na sua vida? Fernanda - Foi em 1998 quando estudava turismo e fui fazer intercâmbio na Espanha, quando o meu visto acabou, viajei para o Marrocos. Chegando lá, eu tinha que mostrar tudo aquilo para quem não tinha a oportunidade de ver , e fotografei muito. Foi então que decidi largar tudo e ser fotógrafa. Fotos e Rumos - Como você aprendeu a fotografar? Fernanda - O meu primeiro contato com a fotografia, revelação e laboratório preto e branco foi em 95, quando fiz intercâmbio nos EUA. Quando voltei para casa, em Campo Grande, continuei fotografando e tendo aulas com os fotógrafos de lá. Fotos e Rumos - Então você já viajou bastante... Fernanda - Já. Eu adoro viajar, adoro, adoro e sempre registrando tudo. Ainda bem que meus pais sempre foram muito abertos nessa questão. Fotos e Rumos - Você se lembra da primeira foto profissional? Fernanda - Foi em abril do ano passado. Tudo aconteceu muito por acaso. Em 1999 eu me cadastrei como voluntária para uma corrida de aventura no Ceará, Piauí e Maranhão. Fui escolhida para ser voluntária intérprete e caí justamente com os fotógrafos. Lá tinha o fotógrafo da National Geographic, da Terra, do New York Times... fiquei com eles o tempo todo fotografando. Fiz muita foto PB do povo e da região. Quando eu voltei, o fotógrafo da Automóvel Aventura, um dos contatos que tive na corrida, sugeriu que eu levasse as fotos para revista. Fui, levei, gostaram e me deram 10 páginas de matéria (antes mesmo de eu começar o curso de fotografia), aí não parei mais. Fotos e Rumos - Ao fotografar natureza, turismo e esportes, o lazer e a profissão acabam se completando? Fernanda - Se completam. Eu adoro, mas a gente trabalha duro. Fotos e Rumos - De todos os lugares que você fotografou, qual te deixou mais realizada em termos de natureza? Fernanda - O Pantanal é lindo para fotografar bicho, pôr do sol... O pôr do sol mais lindo que eu já vi na minha vida é o de Campo Grande. Diferente daqui que é serra do mar, um outro tipo de ambiente. Fotos e Rumos - E o que te deixa chocada? Fernanda - O lixo. As pessoas não tem noção, são capazes de caminhar na trilha e ver escrito "não jogue lixo" e a pessoa vai lá e joga. Não tem consciência que aquilo ali é o futuro, tem que preservar. E aonde você vai, não interessa se tem placa ou não, sempre tem lixo. Fotos e Rumos - O que veio primeiro para você: os esportes radicais ou a fotografia? Fernanda - Os esportes. Sempre gostei de aventura, de estar no meio da mata, acampando, escalando. Fui escoteira durante 5 anos. Fotos e Rumos
- Quais as maiores barreiras de fotografar esportes radicais? Fotos e Rumos
- Já sentiu algum preconceito ao fotografar esportes radicais,
por ser mulher? |
| Fotos de Fernanda Preto |