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O Mundo de Londres
Levis Litz 
 
FOTOS DE LONDRES


      Qual é o melhor lugar para se viver? Essa é a pergunta que mais ouço depois de ter
conhecido tantas cidades e culturas diferentes. A resposta depende do que desejamos
para nós mesmos. A antiga Londinium Romana, atual Londres, é a minha cidade preferida.

      De origem celta, a cidade de Londres é fascinante e surpreendente, sua vida cultural é
riquíssima e as opções de lazer são infinitas. Tem parques maravilhosos, museus
interessantíssimos e você é respeitado como indivíduo.

      Discreta, ordeira, tradicional e conservadora na aparência, revela-se descontraída,
irreverente, extravagante e audaciosa - uma cidade onde sair às ruas e entrar num ônibus
de terno ou com os cabelos coloridos dá no mesmo, porque ninguém repara.

      O trânsito é lento e demorado, a melhor opção é o metrô ou tubo, como é chamado
pelos londrinos, assim evita-se o tráfego pesado e, "ao entrar pelo tubo" pode-se chegar
rapidamente a mundos completamente diferentes: sítios históricos, galerias e centros
comerciais como City, Bond Street, Oxford Street, Regent Street e Picadilly Circus.

                                              Reconhecer seus valores

      Na terra do Rei Arthur, Chaplin, Shakespeare, Charles Dickens etc, os ingleses são
pessoas  muito  educadas e  atenciosas, em sua maioria orgulhosos e conservadores,
adoram venerar e conservar os principais pontos históricos e turísticos de sua capital.

      Uma  interessante  janela  para  a  cultura  britânica é o pub (public bar), um universo
fechado,  aconchegante  e  escuro  -  uma  instituição  única.   Onde quer que você vá é
impossível evitá-los.   Discretos na fachada, lá dentro reina a descontração.   Você pode
tomar sucos, refrigerantes ou licores, mas o que faz um pub é a cerveja.  Em 1577 havia
quase vinte mil na Inglaterra e no País de Gales - um para cada 187 pessoas, quatro
vezes mais do que atualmente. O grande incêndio de 1666 destruiu a maioria dos pubs
londrinos da época.

      Nos dias quentes, muitos cidadãos despojam-se de suas roupas, como se estivessem
à beira-mar e ficam "lagarteando" nos enormes parques aproveitando o calor do sol. E lugares
verdes não faltam: há o Hyde Park, antigo parque real repleto de esquilos que vem buscar
comida na sua mão, o Regents Park é um dos mais antigos, próximo ao Palácio de
Buckingham e tantos outros. Muitas vezes, eu passava a tarde no Green Park, colocando
minha correspondência em dia e ouvindo uma boa música com o walkman.

      Para quem gosta de novidades, punks ou as mais variadas pechinchas, existem os
mercados de rua, onde você se diverte um bocado. Há o Mercado de Convent Garden, com
pubs e lojas ao estilo do século XIX, restaurantes e inúmeros espetáculos ao ar livre. Em
Portobello Road, um sujeito com sotaque nordestino me convidou para fazer uma
apresentação de Capoeira, assim sem mais nem menos, "para ganhar algumas libras"
disse ele.


      Na Feira de Camdem Town uma senhora punk, toda maquiada, com mais de 60 anos, vestia uma mini-saia transparente,
salto alto e ficava dançando e cantando.

                                                                     História em cada esquina

      Os museus são fantásticos, uma visita ao Museu de História Natural e Geologia, com bichos empalhados de todas as partes
do mundo, insetos, seres marinhos, rochas, pedras, coisas do espaço, é obrigatório. O Madame Tussaud's, um museu de cera,
também é imperdível. O Museu Imperial de Guerra fascina pela quantidade de informações. O British Museum, um dos maiores
do mundo, tem de ser apreciado aos poucos, em muitas visitas.

      Em Westminster, uma das regiões mais famosas de Londres, com largas avenidas e prédios históricos, ficam algumas das
maiores atracões turísticas da cidade, como o Big Ben, o Parlamento, a Abadia e o Palácio de Buckingham, residência oficial
da rainha - a troca da guarda é um momento especial de muita admiração e respeito.

      Nas ruas você pode facilmente encontrar um produtor cinematográfico da Polônia ou um empresário de Curitiba, que foram
para estudar inglês e, conseqüentemente, ganhar alguns trocados como garçons, lavadores de pratos, babás etc.

      As ruas londrinas são passarelas permanentes de desfile de culturas, integrando europeus, africanos, sul-americanos e
asiáticos. Fazer compras na Selfridges, na Harrods, na Foyles ou na Hamleys, caminhar em Greenwich, ver shows no Festival
Hall ou no Royal Albert Hall, ir no Bloomsbury Theater, visitar a National Gallery e participar de movimentos como o Greenpeace,
WWF ou Free Tibet, mostra que Londres, mesmo apegada às tradições, não impede que seja uma cidade aberta às
extravagâncias e modismos.

      A capital inglesa sempre ditou regras e esteve na vanguarda dos movimentos mundiais. E, se ousadia e conservadorismo são
duas coisas que não combinam entre si, a explicação só pode estar no fato de que Londres não é apenas uma cidade comum,
ela representa a essência de todos os povos num mesmo lugar: são coisas desse tipo que a fazem uma cidade diferente e por
isso mesmo atraente. Se você ficou tentado a conhecer Londres, quem sabe a gente acaba se vendo por lá, all right mate?
   

Arquivo Conhecimento

Pela Professora de História Valesca Giordano Litz

Londres

País: Reino Unido da Grã-Bretanha.

Capital:
Londres.

Localização: noroeste da Europa.

 

Para assistir: Em nome do pai.

Curiosidades:
Londres está localizada no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, nas Ilhas Britânicas.
O Reino Unido é formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Durante séculos esse país foi
o mais rico e poderoso império colonial da Terra e ainda hoje ocupa posição de destaque no cenário mundial.
Graças à riqueza acumulada, vinda principalmente da exploração colonial, a Inglaterra foi palco da Revolução
Industrial, no século XVIII, desenvolvendo as manufaturas têxteis. O Reino Unido é um dos países mais
industrializados do mundo, com mais de 90% de sua população vivendo em cidades. A participação da Irlanda do
Norte é, até hoje, motivo de conflitos, pois a Irlanda, que ocupa a maior extensão territorial da ilha de mesmo
nome,
reivindica a reunificação das duas Irlandas e a constituição de um país independente.