Itajaí
O rio que corre sobre as pedras
LL
Foi recortando o litoral do Paraná e de Santa Catarina, de motocicleta,
que fui
conhecendo e passando por praias como as do Tabuleiro, Pedras Brancas
e Pedras Negras,
do Grant, Itajuba, Piçarras, Penha, São Miguel e Navegantes, até que
finalmente cheguei a
Itajaí, uma cidade portuária localizada entre as duas maiores cidades
do Estado: Joinville e
Florianópolis.
Do termo indígena taa-hy, o rio que corre
sobre as pedras, Itajaí é uma cidade
hospitaleira, cujas pessoas têm um sotaque forte - o açoriano.
Sua história nos remete ao século XVII,
quando foram feitos os primeiros registros dos
brancos que pisaram na região - primeiro foram os caçadores em busca
de metais preciosos
e depois os exploradores de madeira. Com o estabelecimento dos italianos
e alemães, num
período mais recente, a região começou a se destacar. Entretanto, foi
com a chegada de
Agostinho Alves Ramos, em 1823, que houve a primeira colonização. Ele
liderou a luta pela
emancipação de Itajaí que deu-se, de fato, mais de 30 anos depois.
Com o mesmo nome da cidade, o Vale do
Itajaí se extende da costa até o coração do
Estado. Itajaí, Blumenau e Rio do Sul são os centros mais importantes
no ramo têxtil. Pelas
estradinhas secundárias temos a oportunidade de conhecer as pequenas
cidades e vilarejos
que impressionam pela pela organização e limpeza.
Descobrindo a cidade
Subir os 180 metros do Morro da Cruz e observar o encontro das águas do rio Itajaí-Açu com as do mar de todos os ângulos, é um visual inesquecível. Dali pode-se também ver a entrada da barra com seus molhes - enormes blocos de cimento com formatos de "pés-de-galinha".
No coração do município se encontra a Igreja da Matriz do Santíssimo Sacramento, que possui obras pintadas pelo italiano Aldo Locatelli. Com o sol de fim de tarde, o vitral da Igreja deslumbra suas testemunhas com suas cores.
A arquitetura alemã presente também se impõe. A Mansão Malburg, construída no início desse século, serviu antigamente como alfândega e atualmente serve como a sede da Receita Federal. Já o Palácio Marcos Konder, construído em 1925, abriga hoje o Museu Histórico.
Além das diversas opções para o turismo, a cidade possui uma forte atividade econômica em outras áreas que são movidas pelo porto - o segundo maior arrecadador de impostos do Estado. São os estaleiros navais, distribuidoras de combustíveis, indústrias pesqueiras e o comércio local.
As praias da região A Praia de Atalaia possui águas rasas e areia batida. Outra pequena praia, com uma extensão de aproximadamente cinqüenta metros, a de Geremias é boa para se divertir com um caiaque. Porém, a mais badalada é a Praia de Cabeçudas, que no seu caminho apresenta uma pequena formação rochosa que lembra um "Bico de Papagaio". A Praia dos Amores também é pequena com uma estreita faixa de areia fina. Entretanto, para os que gostam de pesca de arremesso, o ideal é ir direto para a Praia Brava.
Essas são algumas opções de lazer e entretenimento. A beleza do lugar está oculta nos pequenos detalhes, esperando a cada momento um admirador que lhes dê atenção.
Em outubro, é o tempo da Marejada, festa portuguesa e do pescado realizada ao som do fado, onde pode-se descobrir um pouco mais da história e da cultura de Itajaí, mas, em outra época, sempre existe a opção permanente de se deliciar com os tradicionais frutos do mar na "Avenida Gastronômica" - Beira Rio, nos diversos restaurantes ali estabelecidos.
Para os turistas e viajantes que incluem essa cidade com mais de 140 mil habitantes no seu roteiro, certamente não se decepciona com a riqueza e a exuberância natural tão característica do litoral catarinense. |