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Joel Matos


Residente em Curitiba, Paraná, o fotógrafo Joel Matos fez vários cursos técnico de fotografia:
em agosto de 1999 com o renomado Brasilio Wille, extensão universitária reconhecido pela PUC
e um workshop com fotógrafo Klaus Maier por ocasião da 1ª
Bienal da Fotografia (natureza).

Fotos e Rumos - Como a fotografia começou a fazer parte de sua vida?
Joel Matos - As primeiras fotos PB aconteceram em 1959, com um equipamento Kapza do meu falecido pai. Com o auxílio
do meu professor, incentivado pelo Sr. Harrivaldir de Camargo que na época tinha um laboratório fotográfico em sua residência,
inclusive com revelação e ampliação. Hoje estas fotos estão amareladas, pela inexperiência e pelo tempo.

Fotos e Rumos - Qual a área de atuação de sua preferência?
Joel Matos - Atuo basicamente com a natureza, paisagens são o meu forte. A maior recompensa desse contato com a
natureza é a proximidade do contato com Deus, pois é a natureza, sem dúvida, a certeza de seu maravilhoso poder. Hoje
minhas poesias (é como chamo as imagens do amanhecer e pôr-do-sol) fazem parte de capas de jornal, catálogos, posters,
calendários, guias turísticos, relatórios de investigação, base para artistas plásticos, exposições, impressão em tecido
(camisetas), cartões postais e decorações de residências. E dentro de no máximo dois anos estarei fotografando
campanhas publicitárias.

Fotos e Rumos - Na sua opinião, o que é ser fotógrafo?
Joel Matos - Bem, a profissão de fotógrafo é importante e muito séria. Como disse Fábio Colombini: "O bom profissional consegue ver o mundo de uma forma única. Sua mente é atenta, detalhista, criativa, busca a beleza e o equilíbrio". Para
mim falta ainda o equilíbrio.

Fotos e Rumos - Já participou de algum evento fotográfico?
Joel Matos -
Como sou membro fundador nº 13 da SLAF (Sociedade Latino-americana de Fotografia), participei do 1º varal da
fotografia, no Shopping Rialto, em Curitiba, Paraná, em dezembro de 1999. Em todos os outros tive fotos expostas, inclusive
no Shopping Jardim das Américas, também em Curitiba, quando o varal ficou exposto por quase 30 dias, onde negociei uma
foto com o título de "Trilha do Tókio" em moldura de madeira, onde fica claro a arte na fotografia. Também participei do
concurso - Fotografe o Verão 2001 da Gazeta do Povo (RPC) - com a foto "O Amanhecer é Lindo", uma imagem na Barra
do Saí em Guaratuba, Paraná.

Fotos e Rumos - Quais são os fotógrafos que mais aprecia?
Joel Matos -
Os fotógrafos preferidos, Klaus Maier pelas formas que executava seu trabalho, nem sempre aceito por
ecologistas, Fábio Colombini, ele disse: "Ele desenha olhos nas asas de borboleta" se referindo a Deus. Considero também
o romantismo de suas fotos, estando sempre próxima da natureza. Outro fotógrafo da natureza que gosto é José Sabino. Por
ser biólogo, acompanham todos os seus trabalhos com animais, informações e detalhes dos mesmos. Outro detalhe
interessante é que ele faz uso de sons por meio de um gravador, para chamar os animais, fotografando-os em seu
habitat natural.

Fotos e Rumos - Já houve algum acontecimento inusitado em sua carreira de fotógrafo que gostaria de relatar?
Joel Matos -
Sim, pela primeira vez iria praticar fotojornalismo. Eu estava próximo do moinho Anaconda quando percebi três
técnicos, destes que executavam a colocação de cabos de alta tensão, equilibrando-se em um cabo e ligados pela cintura
ao cabo . Caminhavam com tanta velocidade que me chamou a atenção; parei o carro, peguei minha Minolta XGM com zoom 75/200, teleconvert 2X e não perdi mais tempo, detonei mais de 30 fotos. Levei a câmera na câmera escura para retirar o filme
de 36 poses. Qual não foi a minha surpresa quando o técnico me perguntou: - Sr. Joel, onde está o filme? Toda aquela
expectativa em revelar o grande momento ficou para outra oportunidade. Hoje sou mais cuidadoso.

Fotos e Rumos - Numa profissão apaixonante como a da fotografia, quais são as barreiras mais difíceis?
Joel Matos -
Principalmente custo do material, ou seja, um corpo de 35mm, mais lente grande angular, Zoom, acessórios,
bolsa, tripé etc. As lojas que atendem a nós, profissionais, poderiam operar em sistema de consórcio, pois assim teríamos
fotógrafos com equipamentos melhores e fotos com maior nitidez e foco preciso. Uma boa foto deve emocionar e não suscitar
explicações, desculpas e perguntas com "Qual o equipamento que você usa?"

Fotos e Rumos - Qual o papel da fotografia para você?
Joel Matos -
Uma foto (imagem) é uma poesia. Como não tenho o dom da palavra e senti necessidade de me expressar de
alguma forma, escolhi a fotografia. A maior recompensa de um artista da fotografia é ter seus trabalhos reconhecidos pelo
público em geral.

Fotos e Rumos - Alguma dica para quem pretende começar a fotografar.
Joel Matos -
Suor, sacrifício em carregar pesados equipamentos, suportar frio, picadas de insetos, horas de tensão para
fotografar uma imagem em segundos. Acredito que o que faz a grande diferença é quem está na máquina, não esquecendo
do equipamento, pois este também tem que evoluir junto com o fotógrafo. Ouvir também a opinião de profissionais da área,
"Não tenha medo de aprender, o conhecimento é leve e é um tesouro que se carrega facilmente". - Brian Dyson - ex-presidente
da Coca-Cola. Deve estar sempre bem atualizado, ser comunicativo e inteligente, estar sempre com a higiene pessoal 10;
estar apresentável é requisito básico, roupas simples, nada provocante ou exagerado, deve combinar com o comportamento.
O fotógrafo não deve ser apenas um "clicador".

Fotos e Rumos - Quais são seus planos para o futuro?
Joel Matos -
Soube que a partir de 2003 a PUC terá um curso de fotografia e quero estar na primeira turma de formandos. Este
ano farei mais cursos de aperfeiçoamento (Noções de Iluminação e Fotometragem, Linguagem Fotográfica, Processos
Alternativos de Iluminação e Fotografia de Produto), participar de algumas exposições. Criarei também um banco de imagens
inéditas e exclusivas da Ilha do Mel, e para isso gostaria do apoio e colaboração dos amigos no que precisar.

Fotos e Rumos - Um comentário...
Joel Matos -
Acredito na arte de fotografar natureza, como um testemunho da preocupação com questões ambientais, pois
as imagens atuam como instrumento de sensibilização, aproximando os seres humanos da natureza.