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                Uma Caminhada
                          pela
      Região dos Lagos Ingleses

      .
                                                          
  Levis Litz
      

      Descobrir o que a Grã-Bretanha tem a oferecer é conhecer alguns dos mais bonitos
lugares da Inglaterra, Escócia e País de Gales. São rotas que nos levam através de
cenários fantásticos de elegantes cidades e vilarejos tranqüilos. Até as estradas
secundárias e terciárias são asfaltadas e bem conservadas.

      Durante cinco dias, eu e dois amigos ingleses - Ian Kerney e seu irmão Jerry,
ficamos no Norte da Inglaterra. Foram momentos de caminhadas, excursões, viagens
e encontros com pessoas interessantes de várias partes da ilha.

      É sempre melhor caminhar com amigos, não somente pela companhia, mas
também porque haverá alguém para pedir ajuda em caso de acidente.

      Numa manhã ensolarada, partimos de Londres em direção a Birmingham e depois
rumo à cidade de Windermere, na região dos lagos ingleses (The Lake District), próxima
a divisa com a Escócia. Uma área cheia de montanhas, vales, bosques, riachos e lagos
que a diferenciam de boa parte da Inglaterra.

      Chegamos ao entardecer na pequena vila de "Chapel Stile" e nos entrosamos
rapidamente com outros viajantes, que como nós, faziam daquele aconchegante lugar
bases para suas expedições. Ali apresentamos nosso "Plano de Rota" para a subida
aos "Picos de Langdale".

      Por questões de segurança, nunca fazíamos caminhadas e acampamentos sem
avisar algum amigo ou parente e de quando seria o nosso retorno.

      Antes de iniciarmos nossa caminhada, Jerry preparou o café da manhã bem ao
estilo inglês: chá, ovos mexidos, torradas, lingüiça frita e feijão enlatado. Pronto! Já
estávamos bem alimentados.

      A chuva que caiu durante a noite cessou, o dia estava claro e assim podíamos
apreciar a vista dos majestosos picos que estavam nos esperando.

      Caminhar pelas montanhas da Inglaterra é surpreendente. O clima é inconstante. Ao
se alcançar o topo da montanha, pode-se ser agraciado por um céu brilhante e claro, que
em minutos pode se transformar em uma chuva torrencial com limitada visibilidade.

      Logo no início da caminhada cruzamos com um rebanho de ovelhas à beira de um
rio com águas cristalinas e repleto de pedras. Na hora lembrei-me das belezas das
Terras Altas na Escócia (Highlands), que tinha conhecido no ano anterior. Um lugar
muito fascinante!

      Para uma caminhada de qualquer distância, é aconselhável ter a certeza de que
se está preparado e cuidar detalhadamente das necessidades que vão surgir durante
a jornada.

      Ian andava na frente como nosso guia, pois já fizera esta rota antes e era o que
tinha mais experiência. Eu e Jerry o seguíamos. Preparados para atravessar terrenos
acidentados e para nos protegermos do vento gelado e eventuais chuvas, vestíamos
roupas adequadas à prática de caminhadas pelas montanhas: botas resistentes com
solado anti-derrapante, um blusão de pile, uma leve jaqueta a prova de água. Na cabeça,
um boné ou gorro, dependendo da preferência. Carregávamos ainda numa pequena
mochila: um apito, que poderia ser bem útil no caso de ter que atrair atenção numa
emergência, uma máquina fotográfica, uma lanterna, um fogareiro, canecos, cantis,
chá, biscoitos, frutas, sanduíches, chocolates e um kit de primeiros socorros.

      Andar pelas montanhas é como pegar carona, leva algum tempo e exige muita
vontade. Sempre utilizávamos rotas conhecidas por serem mais fáceis de seguir.
Caminhamos horas e horas entre rochas, trechos com relva e alagados e quando
parávamos para descansar, comíamos vorazmente sanduíches enormes, acompanhados
de frutas e chá quente.

      Numa destas paradas, no alto de uma montanha, deitei de costas, exausto e
molhado, dei um gole no meu cantil árabe e fiquei observando as nuvens passarem
sobre nossas cabeças.

      Naquele dia tínhamos encontrado vários montanhistas: irlandeses, franceses e
ingleses, todos admiradores deste saudável esporte.













   
     No caminho de volta à base, pelo outro lado da montanha, atravessamos um charco, onde a água alcançava nossos joelhos.
Quando percebemos, estávamos caminhando sobre algo móvel e flácido, o solo vibrava a cada passo que dávamos, parecia com
vida, algo difícil de se explicar, a sensação foi horrível. Sem perda de tempo, tratamos de sair daquele lugar - nunca descobrimos
o que era.

     Foi assim que passamos aqueles dias, conhecendo lugares com cenários naturais e exuberantes, como as ruínas de um forte
romano - Hardknott, no topo de outra colina.

     Apesar do frio extremo, quase insuportável, continuamos a explorar a região. Algumas vezes chovia demasiadamente, deixando
a maior parte de nosso equipamento, botas e roupas literalmente molhados.

     No último dia resolvemos caminhar menos e contemplar mais. Na viagem de volta a Londres meus pensamentos estavam
livres para imaginar outros planos e aventuras.

     Assim, terminava mais um capítulo da rota que tínhamos traçado.

     Observar características interessantes que incluem a vida selvagem e a história de cada caminhada traçada, superada e
registrada - com fotografias, é ideal para qualquer um que valorize sua integração com a natureza.
   

Arquivo Conhecimento

Pela Professora de História Valesca Giordano Litz

Lake District

País: Reino Unido da Grã-Bretanha.

Capital:
Londres.

Localização: noroeste da Europa.

   

Para assistir: Em nome do pai.

Curiosidades:
Lake District está localizado no Reino Unido, ao norte da Inglaterra, próximo a fronteira com a Escócia.
O Reino
Unido é formado pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Durante séculos aquela região foi
o mais rico e
poderoso império colonial da Terra e ainda hoje ocupa posição de destaque no cenário mundial.
Graças à riqueza acumulada,
vinda principalmente da exploração colonial, a Inglaterra foi palco da Revolução
Industrial, no século XVIII, desenvolvendo as
manufaturas têxteis. O Reino Unido é um dos países mais
industrializados do mundo, com mais de 90% de sua população
vivendo em cidades. A participação da Irlanda do
Norte é, até hoje, motivo de conflitos, pois a Irlanda, que ocupa a maior
extensão territorial da ilha de mesmo nome,
reivindica a reunificação das duas Irlandas e a constituição de um país independente.