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Entrevista com a fotógrafa
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Priscila Forone
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Por Juliana Costa |
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A vida da fotógrafa Priscila Forone é corrida, literalmente.
Praticante
de esportes de aventura, Traz no seu
currículo, trabalhos em estúdio publicitário,
Confira este
bate papo! |
Fotos e Rumos - Há quanto tempo a fotografia faz parte da sua vida? Priscila - Ela começou a fazer parte da minha vida de leve, na faculdade. Eu me formei em publicidade em 97. E na faculdade tem a matéria de fotografia, mas é muito pouco, somente o básico. Depois da universidade fiquei um ano na Austrália, Nova Zelândia e comecei a observar mais as coisas e tomar gosto pela fotografia. Eu trouxe um material bom de lá, mas não era profissional, eu estava aprendendo. Quando eu voltei em 99, comecei a correr atrás de estágio, até me aperfeiçoar mais. Trabalhei quase um ano em um estúdio de fotografia publicitária. A minha base é de foto publicitária. Aprendi desde técnica e iluminação, tudo em estúdio primeiro, para depois passar para o fotojornalismo. Fotos e Rumos - Para quais veículos você já trabalhou em fotojornalismo? Priscila - Estado do Paraná, e fiquei quase um ano no Jornal Lance fotografando futebol. Fotos e Rumos - O que você tem necessidade de dizer através das suas imagens? Priscila - Não é tanto a necessidade que eu tenho em dizer e sim a necessidade que as pessoas interpretem, que vejam a imagem e sintam alguma coisa. Por mais que a gente tente passar alguma coisa pela fotografia, o que a pessoa vai ver, a gente não manda nisso, não depende da gente. Vai depender de toda a formação que a pessoa teve, das lembranças dela. O mais importante pra mim é despertar o sentimento na pessoa, independente que seja bom ou ruim, que aquela foto traga algo pra ela. Fotos e Rumos - Na sua opinião, o que é mais importante: o que está sendo fotografado ou como determinado motivo será fotografado? Priscila - Tecnicamente falando, o ângulo, a iluminação com certeza contam muito. Como pratico muito esporte, estou sempre aliando. Teve esta última expedição que fomos ao Pantanal de bicicleta e há uns dois anos fiz uma expedição de canoagem, de remo. Então a maneira como você se aproxima do objeto, da situação, do meio ambiente é um ponto que conta muito. Visando o ângulo que você vai pegar, o ponto de vista já muda. Se você chega no Pantanal de carro, é uma coisa, mas se está pedalando e chega lá cansado, você está envolvido totalmente pelo ambiente. Isso pra mim é muito importante, como eu chego, como eu me envolvo com o meio ambiente antes de fotografar. E o objeto em sí, eu adoro fotografar objetos e animais e para isso preciso ter muito tempo disponível. Tempo e paciência, porque tem que esperar a luz certa, aquela nuvem que tem que esperar sair, o passarinho que não olha para você. Eu acho que o importante é ter a relação com o objeto e esperar a foto acontecer. Na publicidade você monta, você ilumina, tudo do jeito que você quer. Já a foto da natureza não, tem que esperar o momento certo. Fotos e Rumos - Na sua profissão o que mais te seduz? Priscila - Eu acho que é justamente o ambiente. Não só tirar a foto, é sentir o local que você está, isso é muito bacana. É uma coisa que, como fotógrafa eu tenho chances de conhecer estes ambientes. Fotos e Rumos - E o que te deixa indignada? Priscila - Eu gosto muito dessa coisa da questão ambiental. Um exemplo é a expedição do Pantanal. Estávamos esperando o lugar mais lindo da Transpantaneira, e quando chegamos lá estava tudo depredado, só tinha carcará e urubu, a pesca acabou com o lugar. De repente você quer registrar coisas bonitas, mas não é assim. Muitas vezes você também tem que mostrar coisas ruins. A realidade não é um jardim. Fotos e Rumos - Qual a função da fotografia? Priscila - Tem várias, muitas. Mas principalmente despertar o sentimento nas pessoas. Muitas vezes em fotojornalismo, não só na questão da informação que é o obvio, mas por exemplo, na foto de futebol, você fotografar uma cena, uma jogada, vai passar um sentimento na pessoa que está vendo. E o mais importante é despertar a reação das pessoas que estão vendo a fotografia. Fotos e Rumos - E o que te leva a apertar o botão? Priscila - Isso é uma coisa meio mágica, às vezes você está ali esperando horas e horas para conseguir a foto. Aí você aperta o botão e vai ver a foto depois. Quando você tem a foto, você tem certeza. Já no esporte acontece uma coisa curiosa, porque é tudo muito rápido, uma fotografia ágil. É melhor tirar mais de uma foto porque como as coisas acontecem muito rápido, no momento em que você vai tirar a foto, o obturador fecha, então o momento exato da foto você não vê. No esporte principalmente, é bom tirar mais de uma foto para ter o "exato momento". Fotos e Rumos
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