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Rogério Santos
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Por Alline Menegueti
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Para
sair bem nas fotos nem sempre precisa ser fotogênico. Muitas vezes o retratista entre em ação com seu estilo modal, técnica e sensibilidade. Rogério Santos, natural de Bagé, RS, goza de todas essas características. Trabalhou em Pelotas e em Porto Alegre, RS. Há dois anos reside em Curitiba, PR, e está se destacando no mercado devido a sua perspicácia. Os obstáculos são para ele estímulo para prosseguir em sua carreira e também para se aperfeiçoar mais a cada dia. |
Fotos e Rumos - Como você iniciou na carreira de fotógrafo? Rogério Santos - Em 1995, ainda no Rio Grande do Sul, eu fazia parte de uma banda de rock, houve uma ocasião em que fizemos algumas sessões de fotos para ilustrar um CD compilação. Foi então que descobri a fotografia. Adorei as fotos, principalmente as "externas". Comprei então uma câmera e estudei bastante, conclusão cá estou! Fotos e Rumos - O que você sente quando vê um trabalho seu publicado e criticado? Rogério Santos - Considero toda crítica válida, ao ver meu trabalho publicado na revista Fecomércio (Senac / Sesi), por exemplo, senti uma grande satisfação e gosto de citar Oscar Wilde que dizia: "Quando os críticos estão em desacordo, o artista está de acordo consigo mesmo." E é por aí... Fotos e Rumos - Para ser um bom fotógrafo tem que ser técnico e experiente ou elas se diferem? Rogério Santos - Ambos são importantes no processo de criação, a experimentação também leva a bons resultados. Você precisa estar atento ao resultado que pretende alcançar, conciliando técnica, experiência e um pouco de sorte (risos) você chega lá. Fotos e Rumos - Você considera a fotografia também como passatempo. Porque? Rogério Santos - Tanto na fotografia como em qualquer outra área profissional a pessoa deve fazer o que gosta, o que ela realmente se identifica. E a fotografia, antes de tudo para mim, é um prazer! É como um lema: "fazer da fotografia uma realização pessoal e profissional". Fotos e Rumos - Existe alguma receita para se destacar no mercado? Rogério Santos - Antes de tudo lealdade, respeitar os demais profissionais a sua volta e trabalhar com qualidade. Se você tiver uma postura profissional correta e justa irá merecer o respeito de todos, o resto será conseqüência de seu trabalho. Fotos e Rumos - Para você o que vale a pena clicar? Rogério Santos - Sinceramente acredito que (quase) tudo dá uma boa foto, basta ter emoção. Com a fotografia, você poderá transporta as pessoas a lugares que talvez elas nunca possam ir. Esta é a magia da fotografia, além de ensinar e emocionar... Fotos e Rumos - Quais exposições que você participou e o que está porvir? Rogério Santos - Participei, aqui em Curitiba, do III Varal da Fotografia (exposição coletiva promovida pela Sociedade Latinoamericana de Fotografia). E para o futuro existe uma idéia, mas ainda estou trabalhando na elaboração e na pesquisa do projeto. Fotos e Rumos - Para ser um bom fotógrafo tem que ter espírito aventureiro ou basta ter um olhar peculiar? Rogério Santos - Uma boa dose de espírito de aventura faz bem, não só ao fotografar a natureza, mas também para transpor os obstáculos do dia-a-dia. O fotógrafo precisa estar sempre disposto e nunca considerar um trabalho impossível. Fotos e Rumos
- Você considera a paciência um fator primordial para se
alcançar o sucesso na sua profissão? Fotos e Rumos
- Em que você costuma inspirar-se? |
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Curiosidade:
Oscar Wilde, citado pelo entrevistado, é considerado um dos maiores
escritores da literatura britânica. Viveu no
século XIX. Entre suas obras destacaram-se o "Fantasma de Cantherville" (comédia), recebeu sete adaptações, sendo seis para televisão, Príncipe Feliz outra obra de sucesso foi Salomé que mereceu 11 filmagens. Depois de passar um período de sua vida na prisão, Wilde morre de meningite no dia 30 de novembro de 1900. |