![]() |
| HOME | | FOTOS | | RUMOS | | MURAL | | CONTATO |
| Veneza A Rainha do Adriático Levis Litz |
|
Caminhar
pelas ruas estreitas e navegar de gôndola suavemente pelos canais
de Veneza faz parte do sonho de qualquer pessoa romântica. O prazer de uma única visita é o suficiente para deixar marcas para toda a vida. Antigamente havia um costume: quando se entrava em Veneza, comprava-se uma aliança que representava um compromisso com a cidade. Assim, a pessoa tornava-se noivo ou noiva de Veneza. Ao partir, jogava a aliança em suas águas. Quem não fizesse assim, provavelmente nunca mais retornaria. Atualmente, histórias como essa foram deixadas de lado - no esquecimento, mas o que ninguém consegue esquecer é o fascínio por esse lugar tão pitoresco. Sobre o Mar Adriático Cidade construída totalmente sobre pequenas ilhas, cuja riqueza, no passado, lhe rendeu belos edifícios e palácios, Veneza, também conhecida como a "Rainha do Adriático", apresenta-se como uma orquestra de melodia, arte e poesia. Durante vários séculos foi a maior potência marítima do mundo. Governada pelo doge - o mais importante dos magistrados, ela controlava, através do Mediterrâneo, o comércio terrestre com o Oriente e, também, com a Inglaterra, Flandres e o Báltico. As frotas e mercadores venezianos transportaram os cruzados e lutaram contra os rivais de Veneza, em Gênova, nos séculos XIII e XIV e os turcos, no século XV. Entretanto, quando os turcos conquistaram as terras do leste do Mediterrâneo, encontrando um novo caminho marítimo para o Oriente, o poder da bela cidade começou a declinar. Dominada por Napoleão Bonaparte e invadida pelos franceses e austríacos, Veneza só voltou a fazer parte da Itália em 1866. La Repubblica Sereníssima Paraíso para artesãos, viajantes, artistas e turistas, Veneza concede aos seus admiradores uma infinidade de palácios, praças, centros culturais, igrejas e museus fascinantes. Reúne um comércio sofisticado que vai desde rendas tecidas com o mesmo ponto há séculos até cristal e vidro feito a mão. Aos poucos, eu e Valesca, fomos nos infiltrando pelas ruas de Veneza e em seus inúmeros canais, subindo e descendo pontes, até que finalmente encontramos a Praça de São Marcos - um dos pontos turísticos mais visitados em todo o mundo. Sentamos num banco para admirar a vista. De um lado, um grande canal, do outro, o palácio Ducal, considerado uma obra-prima da arquitetura. Foi reconstruído nos séculos XIV e XV para servir de sede do governo e palácio da Justiça da "Sereníssima Repubblica di Venezia". Suas colunas e arcos representam a fusão da arte bizantina com a gótica. Bem à nossa frente, encontrava-se a belíssima Igreja de San Marco e sua aparência de uma mesquita repleta de mosaicos bizantinos. A igreja estava em restauração, o que tirou um pouquinho do brilho, mas não do fascínio. Depois de admirá-la por dentro saímos para alimentar os pombos. Enquanto eles nunca pareciam se saciar, decidimos cuidar do nosso próprio estômago e procurar um restaurante para almoçar. A cerca de um quilômetro da Praça de San Marco resolvemos comer pizza. Estávamos bem próximos da ponte Rialto - feita toda de pedra no século XVI. De onde observávamos as pessoas caminhando, as gôndolas balançarem e o movimento harmonioso de uma cidade que entoava sua própria melodia. Ao final da tarde, antes de partir para outros ares, ficamos imaginando se, algum dia, retornaríamos a Veneza. Tínhamos a esperança que sim. Certamente, a Rainha do Adriático haveria de curar a nossa saudade que já estava crescendo mesmo sem termos ido embora por completo daquelas românticas águas. |